Último Suspiro – Duo Salamanca


1º Canto Sem Fronteira – Bagé – RS – 2003.
Composição que conquistou o Terceiro Lugar.

ÚLTIMO SUSPIRO

Letra: Guilherme Collares
Música: Júlio Cézar Froz
Arranjo: Guilherme Collares
Intérprete: Duo Salamanca

A vida pela rédea
E um destino pela mão…
… na estampa de fronteira
poncho-pátria e solidão.
Do rosto – em cada ruga –
Vertem marcas da ilusão
Que um triste sonho pêlo-duro
Desgarrou por este chão

No olhar de muitos longes,
Brilho vítreo e cerração…
… e os calos da tristeza
mais na alma que nas mãos…
… os arcos das cambotas,
que nem sabem caminhar,
são marcas da raça tropeira
que marchou pra não voltar

A sede das distâncias
Se perdeu pelas esquinas
E o cerne dos caudilhos
Só no bronze é que ficou.
A raça dos tropeiros
Envelhece pelas vilas
Entre mates e recuerdos
Que a saudade lhes deixou…

E a raça dos tropeiros
– machucada pela vida –
solta um último suspiro
pelo tempo que passou.

São tantos os vencidos
Pelo tempo que passou…
… e tantos olvidados
que o progresso deserdou.
Na sina dos campeiros,
A vontade já morreu…
… na negra sorte de uma vila
até a morte os esqueceu.

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